Comparação dos métodos de alongamento ativo estático, passivo estático e ativo dinâmico na flexibilidade do quadril

  • Charles Ricardo Lopes Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba-SP, Brasil. Faculdade Adventista de Hortolândia (UNASP), Hortolândia-SP, Brasil.
  • Enrico Gori Soares Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba-SP, Brasil. Universidade Nove de Julho (UNINOVE), São Paulo-SP, Brasil
  • Celso Felix Vieira Faculdade Adventista de Hortolândia (UNASP), Hortolândia-SP, Brasil. Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba-SP, Brasil
  • Felipe Alves Brigatto Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências do Movimento Humano, Faculdade de Ciências da Saúde; Grupo de Pesquisa em Performance Humana, Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba-SP, Brasil.
  • Paulo Henrique Marchetti California State University, Northridge-CA, USA
Palavras-chave: Métodos de alongamento, Amplitude de movimento, Flexibilidade

Resumo

Entretanto, cada método afeta diferentemente o sistema neuromuscular; portanto, cada método pode causar diferentes respostas agudas na flexibilidade. Objetivo: Comparar a flexibilidade no teste de sentar e alcançar após os métodos de alongamento ativo estático, passivo estático e ativo dinâmico com cargas equalizadas. Métodos: A amostra foi composta por 13 homens (idade: 26 ± 4,5 anos; estatura: 176 ± 5,4 cm; massa corporal total: 82 ± 7,5 kg) e 6 mulheres (idade: 23 ± 2,5 anos; estatura: 163 ± 4,3 cm; massa corporal total:55,2 ± 9,1 kg). Os sujeitos realizaram 3 visitas ao laboratório para testar o efeito dos métodos ativo estático (AE), passivo estático (PE) e ativo dinâmico (AD). Na condição de alongamento AE o sujeito sustentou isometricamente a flexão do quadril; na condição de alongamento PE, o sujeito foi alongado passivamente por um dos pesquisadores; e na condição de alongamento AD o sujeito realizou o movimento de flexão e extensão do quadril com cadência controlada. Em todas as condições 6 séries de 45s de duração com 45s de intervalo foi realizada com uma intensidade entre 70 e 90% da percepção subjetiva de desconforto nas extremidades do movimento. A flexibilidade foi avaliada através do teste de sentar e alcançar previamente e logo após cada condição. Uma ANOVA (3x2) de medidas repetidas com os fatores condição (AE, PE e AD) e momento de avaliação (Pré- e Pós-alongamento) comparou o desempenho no teste de sentar e alcançar. Resultados: Foi verificado aumento da flexibilidade após o método de alongamento AE (P <0,001), PE (P <0,001) e AD (P <0,001); entretanto, não foram verificadas diferenças entre os métodos. Conclusão: Os métodos de alongamento ativo estático, passivo estático e ativo dinâmico aumentaram a flexibilidade no teste de sentar e alcançar na mesma magnitude.

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Publicado
2019-03-04
Como Citar
Lopes, C. R., Soares, E. G., Vieira, C. F., Brigatto, F. A., & Marchetti, P. H. (2019). Comparação dos métodos de alongamento ativo estático, passivo estático e ativo dinâmico na flexibilidade do quadril. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 12(80), 1117-1123. Recuperado de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1583
Seção
Artigos Científicos - Original

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