Relação entre fadiga neuromuscular, ansiedade e estresse com o desempenho técnico durante partidas de Basquetebol

Carlos Leandro Tiggemann, Leonardo Ruschel de Menezes, Caito André Kunrath, Caroline Pieta Dias

Resumo


Introdução: A fadiga diminui a capacidade de controle neuromuscular e influência o desempenho dos fundamentos técnicos determinantes no basquetebol. Além da fadiga, aspectos psicológicos como ansiedade e estresse são fatores que podem prejudicar o desempenho técnico em situações de pressão no jogo. Objetivo: Verificar a relação da fadiga neuromuscular, ansiedade e estresse com o desempenho técnico em jovens atletas de basquetebol. Materiais e métodos: Participaram do estudo doze atletas da categoria Sub-17 de uma equipe competitiva de basquetebol. Foi avaliado o desempenho físico (potência muscular), técnico (arremessos e passes) e psicológico (ansiedade e stress) em dois jogos válidos pelo Campeonato Gaúcho de Basquete. A potência muscular foi avaliada antes e após os jogos. O desempenho técnico foi avaliado por meio de scouts técnicos e o estado de ansiedade e estresse foram avaliados por meio de um questionário. Resultados: O estado de ansiedade (r = 0,709; p = 0,007) e estresse (r = 0,700; p = 0,008) foram relacionados com o aproveitamento de passes, enquanto que o estado de estresse foi inversamente relacionado com o aproveitamento de três pontos (r = - 0,671; p = 0,034) e com a soma do aproveitamento de arremessos (r = - 0,609; p = 0,027). Conclusão: Conclui-se que há relações entre o desempenho técnico e o estado de ansiedade e estresse de atletas.


Palavras-chave


Medicina do esporte; Psicologia do esporte; Fadiga; Desempenho atlético

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