Nível de atividade física, qualidade de vida e fatores associados de estudantes universitários de Educação Física

Mateus Junior Rosa, Karina de Almeida Brunheroti, Tiago Pedicini Ferreira da Silva, Claudio Oliveira Assumpção, Jean José Silva, Luis Fabiano Barbosa

Resumo


O período universitário representa um período de vida marcado pela adoção de novos hábitos. Entre estes, podemos citar o uso de bebida alcóolica, fumo, alteração dos hábitos alimentares e físicos. Este último levando ao sedentarismo. Conhecidos como comportamento de risco para a saúde, analisar e conhecer estes diferentes perfis desta população pode ser de grande importância prática para a definição de políticas públicas voltadas à qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi descrever e comparar os níveis de atividade física e qualidade de vida de estudantes de Educação Física. Foram avaliados por meio de questionário composto por questões relativas à caracterização da amostra, do Whoqol-bref e IPAQ versão curta, 154 estudantes de Educação Física, sendo 88 pertencentes a UEMG, unidade Passos, e 66 da UNIFAFIBE, Bebedouro. Considerando o nível de atividade física, não foi observada diferença significativa entre os grupos (Ativos: UEMG: 76,14%; UNIFAFIBE: 80,30%). Em se tratando da qualidade de vida, foi observada diferença significativa entre os grupos para o domínio psicológico (UEMG: 71,16 ± 14,02; UNIFAFIBE: 66,48 ± 15,13) e meio ambiente (UEMG: 62,86 ± 13,18; UNIFAFIBE: 58,19 ± 12,19). Algum tipo de comportamento de risco é adotado por 69% alunos da UEMG e 48% alunos da UNIFAFIBE, havendo diferença entre os grupos com relação ao uso de bebida alcoólica (UEMG: 57,95%; UNIFAFIBE: 31,82%). Embora os indivíduos reportem boa qualidade de vida e represente um grupo populacional com alto percentual de indivíduos ativos, parece ainda haver lacuna para a adoção de políticas que elevem a percepção da qualidade de vida em alguns campos de avaliação.


Palavras-chave


Doença degenerativa; Saúde; Sedentarismo

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