Comparação da percepção subjetiva de esforço em intensidades submáximas de força muscular de adultos com diferentes níveis de treinamento na musculação

  • Gustavo Chrestani Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil.
  • Anne Ribeiro Streb Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil.
  • Willen Remon Tozetto Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil.
  • Larissa dos Santos Leonel Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil.
  • Giovani Firpo Del Duca Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil.
Palavras-chave: Treinamento de Resistência, Força Muscular, Adulto Jovem, Esforço Físico

Resumo

A musculação é a modalidade mais praticada dentro do treinamento de força pelos mais diversos públicos. No entanto, são escassas as informações sobre as percepções de esforço de acordo com o nível de treinamento. O objetivo do presente estudo foi comparar a percepção subjetiva de esforço em diferentes intensidades submáximas de força muscular dinâmica de adultos com diferentes níveis de treinamento na musculação. Trata-se de um estudo transversal, a partir de amostragem por conveniência de alunos treinados em nível intermediário (6 a 23 meses) e avançado (≥24 meses). A força máxima, avaliada pelo teste de uma repetição máxima (1RM) em leg press, identificou as intensidades submáximas de 50% (moderada), 70% (vigorosa) e 90% (próxima da máxima). A percepção de esforço foi determinada pelas escalas de Borg e Omni-Res. Na estatística, empregou-se o teste t de student e a correlação de Spearman. Na comparação entre sujeitos intermediários (n=10; idade: 27,4±4,1 anos) e avançados (n=10; idade: 28,6±5,8 anos), apenas na escala de Borg, para a intensidade de 90% de 1RM, detectou-se maior percepção de esforço entre os avançados, comparados aos intermediários (18,3 vs. 17,6; p<0,05). Nas demais intensidades, em ambas as escalas não foram constatadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Observou-se ainda correlações moderadas (50% de 1RM: 0,55, p=0,01; e 90% de 1RM: 0,44, p=0,05) e forte (70% de 1RM: 0,77, p<0,01) na comparação das escalas utilizadas. Conclui-se que o aumento progressivo de cargas se dá concomitantemente à percepção subjetiva de esforço, independentemente do nível intermediário ou avançado de treinamento.

Referências

-Beam, W. C.; Adams, G. M. Exercise physiology laboratory manual. McGraw-Hill. 2011.

-Borg, G. Escalas de Borg para a dor e o esforço: percebido. Manole. 2000.

-Brown, L. E.; Weir, J. P. ASEP procedures recommendation I: accurate assessment of muscular strength and power. Journal of Exercise Physiology Online. Vol. 4. Núm. 3. 2001.

-Cohen, J. Statistical power analysis for the behavioral sciences. Routledge. 1988.

-Eches, E. H. P.; Ribeiro, A. S.; Nascimento, M. A.; Cyrino, E. S. Desempenho motor em séries múltiplas até a falha concêntrica. Motriz: Revista de Educação Física. Vol. 19. Núm. 3 suppl. p. 43-48. 2013.

-Fonseca, C. C.; Chaves, É. D. C. L.; Pereira, S. S.; Barp, M.; Moreira, A. M.; Nogueira, D. A. Autoestima e satisfação corporal em idosas praticantes e não praticantes de atividades corporais. Revista da Educação Física/UEM. Vol. 25. Núm. 3. p. 429. 2014.

-Franchini, E.; Vecchio, F. B. D. Percepção subjetiva de esforço na sessão de atletas de judô: sete pesos e uma medida? Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 18. Núm. 2. p.134-138. 2012.

-Garber, C. E.; Blissmer, B.; Deschenes, M. R.; Franklin, B. A.; Lamonte, M. J.; Lee, I.-M.; Nieman, D. C.; Swain, D. P. Quantity and Quality of Exercise for Developing and Maintaining Cardiorespiratory, Musculoskeletal, and Neuromotor Fitness in Apparently Healthy Adults: Guidance for Prescribing Exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise. Vol. 43. Núm. 7. p.1334-1359. 2011.

-Gearhart, R. F.; Lagally, K. M.; Riechman, S. E.; Andrews, R. D.; Robertson, R. J. Strength Tracking Using the OMNI Resistance Exercise Scale in Older Men and Women: Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 23. Núm. 3. p. 1011-1015. 2009.

-Junior, N. K. M. Estado da Arte das Escalas de Percepção Subjetiva de Esforço. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. Vol. 7. Núm. 39. p. 16. 2013.

-Lagally, K. M.; Mccaw, S. T.; Young, G. T.; Medema, H. C.; Thomas, D. Q. Ratings of perceived exertion and muscle activity during the bench press exercise in recreational and novice lifters. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 18. Núm. 2. p. 359-364. 2004.

-Lima, F. V.; Chagas, M. H. Musculação: variáveis estruturais. Belo Horizonte: Casa da Educação Física. 2008.

-Nakamura, F. Y.; Moreira, A.; Aoki, M. S. Monitoramento da carga de treinamento: a percepção subjetiva do esforço da sessão é um método confiável? Journal of Physical Education. Vol. 21. Núm. 1. p.1-11. 2010.

-Paixão, R. C.; Costa Junior, M.; Galdino, L. C. D.; Agostini, G. G.; Nunes, J. E. D. Efeito de diferentes intervalos entre as tentativas do teste de 1-RM no desempenho de força máxima em mulheres. Motricidade. Vol. 9. Núm. 3. 2013.

-Pedretti, A.; Leite, L. F. S.; Vianna, J. M. Estudo comparativo do número de repetições máximas. Vol. 9. Núm. 53. p.181-188. 2015.

-Pereira, M. I. R.; Gomes, P. S. C. Testes de força e resistência muscular: confiabilidade e predição de uma repetição máxima - Revisão e novas evidências. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 9. Núm. 5. p.325-335. 2003.

-Robertson, R. J.; Goss, F. L.; Rutkowski, J.; Lenz, B.; Dixon, C.; Timmer, J.; Frazee, K.; Dube, J.; Andreacci, J. Concurrent Validation of the OMNI Perceived Exertion Scale for Resistance Exercise: Medicine & Science in Sports & Exercise. Vol. 35. Núm. 2. p. 333-341. 2003.

-Shimano, T.; Kraemer, W. J.; Spiering, B. A.; Volek, J. S.; Hatfield, D. L.; Silvestre, R.; Vingren, J. L.; Fragala, M. S.; Maresh, C. M.; Fleck, S. J.; Newton, R. U.; Spreuwenberg, L. P. B.; Kkinen, K. H. Relationship between the number of repetitions and selected percentages of one repetition maximum in free weight exercises in trained and untrained men. J Strength Cond. Vol. 20. Núm. 4. p. 819-823. 2006.

-Silva, A. C.; Dias, M. R. C.; Bara Filho, M.; Lima, J. R. P.; Damasceno, V. D. O.; Miranda, H.; Novaes, J. D. S.; Robertson, R. J. Escalas de Borg e OMINI na prescrição de exercício em cicloergômetro. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 13. Núm. 2. 2011.

-Silva-Grigoletto, M. E.; Valverde-Esteve, T.; Brito, C. J.; García-Manso, J. M. Capacidade de repetição da força: efeito das recuperações interséries. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. Vol. 27. Núm. 4. p. 689-705. 2013.

-Smirmaul, B. P. C.; Dantas, J. L.; Fontes, E. B.; Okano, A. H.; Moraes, A. C. de. Training level does not influence the rating of perceived exertion during an incremental test. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Vol. 12. Núm. 3. p. 159-163. 2010.

-Tiggemann, C. L.; Pinto, R. S.; Kruel, L. F. M. A Percepção de Esforço no Treinamento de Força. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 16. Núm. 4. p. 301-309. 2010.

-Vieira, D. C. L.; Madrid, B.; Pires, F. D. O.; Tajra, V.; Farias, D. L.; Teixeira, T. G.; Tibana, R. A.; Prestes, J. Respostas da percepção subjetiva de esforço em teste incremental de mulheres idosas sedentárias. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 16. Núm. 1. 2013.

Publicado
2021-02-23
Como Citar
Chrestani, G., Streb, A. R., Tozetto, W. R., Leonel, L. dos S., & Del Duca, G. F. (2021). Comparação da percepção subjetiva de esforço em intensidades submáximas de força muscular de adultos com diferentes níveis de treinamento na musculação. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 14(89), 82-91. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1983
Seção
Artigos Científicos - Original