Uma sessão de saltos pliométricos eleva a dor muscular de início tardio por até 48 horas

  • Raíssa Costa Sousa Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Paulo Vitor Albuquerque Santana Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Poliane Dutra Alvares Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Wanessa Karoline Brito Marques Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • José Guilherme Bottentuit Vieira Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Paula Júlia da Costa Chaves Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Mario Noberto Sevílio de Oliveira Junior Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Cristiano Eduardo Veneroso Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Christian Emmanuel Torres Cabido Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
Palavras-chave: Pliometria, Dano muscular, Ciclo de alongamento-encurtamento

Resumo

Introdução: Os saltos pliométricos são exercícios que envolvem ações musculares rápidas na fase excêntrica seguida imediatamente por uma ação concêntrica e resultam em maior magnitude de dano muscular. Dentre os métodos indiretos para analisar o dano muscular tem-se a mensuração da dor muscular de início tardio (DMIT) por meio de escalas de percepção de dor. Objetivo: Analisar o efeito de um protocolo de saltos pliométricos na DMIT em sujeitos fisicamente ativos. Material e métodos: Foram avaliados 20 sujeitos do sexo masculino, fisicamente ativos com 18 aos 30 anos de idade, separados aleatoriamente em grupo experimental (n=10) e controle (n=10). Foram mensuradas massa corporal, estatura e dobras cutâneas e foi aplicado o Questionário Internacional de Atividade Física versão curta. Em seguida foi realizado o protocolo de dano muscular e aferido a intensidade da dor pela Escala Visual Analógica. Foi adotado um nível de significância p<0,05. Resultados: A DMIT do grupo experimental foi maior que o basal e que o grupo controle nos momentos 24h e 48h. Discussão: Esses resultados demonstraram que nos momentos 24 e 48h os voluntários ainda não estavam recuperados da sessão proposta. Adicionalmente, apontam para a necessidade de controle da intensidade neste protocolo, pois a duração da DMIT poderia estar relacionada com a altura de queda. Conclusão: uma sessão de saltos pliométricos provoca a DMIT em sujeitos fisicamente ativos e que o prazo de 72h foi suficiente para a recuperação total.

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Publicado
2021-02-26
Como Citar
Sousa, R. C., Santana, P. V. A., Alvares, P. D., Marques, W. K. B., Vieira, J. G. B., Chaves, P. J. da C., Oliveira Junior, M. N. S. de, Veneroso, C. E., & Cabido, C. E. T. (2021). Uma sessão de saltos pliométricos eleva a dor muscular de início tardio por até 48 horas. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 14(89), 139-146. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2005
Seção
Artigos Científicos - Original