Existe relação entre composição corporal e consumo máximo de oxigênio em mulheres praticantes de corrida de rua?

  • Lucilene Gambini Carrilho Bertão Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação lato sensu em Fisiologia do Exercício, Maringá, Paraná, Brasil.
  • Bráulio Henrique Magnani Branco Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação stricto sensu em Promoção da Saúde, Maringá, Paraná, Brasil.
  • Matheus Amarante do Nascimento Universidade Estadual do Paraná-UNESPAR, Campus Paranavaí, Departamento de graduação em Educação física, Paranavaí, Paraná, Brasil.
  • Natália Quevedo dos Santos Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação stricto sensu em Promoção da Saúde, Maringá, Paraná, Brasil.
  • José Roberto Andrade do Nascimento Júnior Universidade Federal do Vale do São Francisco, Departamento de pós-graduação em Educação física, Petrolina, Pernambuco, Brasil.
  • Gisselly Maria Campos da Silva Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação stricto sensu em Promoção da Saúde, Maringá, Paraná, Brasil.
  • Rose Mari Bennemann Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação stricto sensu em Promoção da Saúde, Maringá, Paraná, Brasil.
  • Daniel Vicentini de Oliveira Centro Universitário de Maringá, Departamento de pós-graduação stricto sensu em Promoção da Saúde, Maringá, Paraná, Brasil.
Palavras-chave: Esporte, Composição corporal, Antropometria, Condicionamento físico

Resumo

Introdução e objetivo: Este estudo teve como objetivo verificar a relação entre composição corporal e VO2 máx em mulheres praticantes de corrida de rua. Materiais e Métodos: estudo observacional e transversal que avaliou 20 mulheres, praticantes de corrida de rua. Foi utilizado um questionário com questões sociodemográficas e sobre a prática de corrida de rua; a bioimpedância elétrica, e o teste de “vai e vemâ€. Os dados foram analisados por meio dos testes Shapiro-Wilk, “U†de Mann-Whitney e correlação de Spearman (p<0,05). Resultados: verificou-se diferença significativa entre os grupos apenas no VO2 máximo (p=0,002), evidenciando que as mulheres até 50 anos apresentaram maior VO2 máximo do que as mulheres com mais de 50 anos. Não foi encontrada diferença significativa na composição corporal e VO2 máximo das mulheres praticantes de corrida de rua em função do tempo de prática. Verificou-se correlação significativa (p<0,05), negativa e moderada do VO2 máximo com a idade (r=-0,67), massa gorda (r=-0,50) e percentual de gordura (r=-0,53), enquanto a idade também se associou positivamente com o IMC (r=0,45). Além disso, foram encontradas correlações significativas (p<0,05) e positivas entre as variáveis de composição corporal. Conclusão: Conclui-se que corredoras mulheres mais jovens possuem melhor VO2 máx do que as mais velhas. Parece que o tempo de prática da corrida não é um fator interveniente na composição corporal e no VO2 máx. A idade está relacionada ao maior índice de massa corporal, a percentagem de gordura e menor o VO2 máx.

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Publicado
2021-10-10
Como Citar
BertãoL. G. C., Branco, B. H. M., Nascimento, M. A. do, Santos, N. Q. dos, Nascimento Júnior, J. R. A. do, Silva, G. M. C. da, Bennemann, R. M., & Oliveira, D. V. de. (2021). Existe relação entre composição corporal e consumo máximo de oxigênio em mulheres praticantes de corrida de rua?. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 14(92), 541-547. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2089
Seção
Artigos Científicos - Original