Efeito agudo do alongamento estático sobre o desempenho na resistência de força em homens treinados: estudo piloto

Igor Melo Santos Batista, Leônidas Oliveira-Neto, Rodrigo Alberto Vieira Browne, Luiz Fernando Farias-Junior, André Igor Fonteles, Renêe de Caldas Honorato, Paulo Fernando Marinho-de-Lima, Gabriel do Couto Brasil, Ricelly Felipe da Silva Santiago, Jônatas de França Barros

Resumo


O alongamento ativo-estático não é indicado previamente ao exercício de força por induzir ao um menor desempenho. No entanto, não se sabe se o mesmo ocorre no exercício de resistência de força (RF). Deste modo, o objetivo do estudo foi verificar o efeito agudo do alongamento ativo-estático sobre o desempenho na RF em homens treinados. Para tanto, a amostra foi composta por cinco homens (24,6±3,58 anos) fisicamente ativos e com experiência prévia em musculação (≥ seis meses) que foram submetidos ao teste de uma repetição máxima (1RM) no supino horizontal (SH) e cadeira extensora de joelhos (CE), e duas sessões experimentais: 1) sessão de exercício de RF com 50% de 1RM até a falha concêntrica no SH e, em seguida, na CE (intervalo de 10min) sem alongamento prévio; e 2) igualmente à primeira sessão, no entanto, com alongamento ativo-estático com amplitude máxima por 30s previamente ao exercício. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e o teste de Wilcoxon foi aplicado para comparação entre as sessões. A sessão com alongamento prévio ao exercício promoveu menor (p<0,05) desempenho no SH. Não houve diferença (p=0,063) do desempenho entre as sessões na CE. Em conclusão, o alongamento ativo-estático realizado antes do exercício de RF provoca diminuição no desempenho durante o exercício de membros superiores, por outro lado, não modifica o desempenho no exercício de membros inferiores em homens treinados.

 

ABSTRACT

Acute effects of static stretching on strength endurance performance in trained men: pilot study

The static active stretching is not recommended before strength exercise because it induces a poor performance. However, it is not clear if this form of stretching can also induce a poor performance in strength endurance (SE) exercises. Therefore, the main objective of this study was to investigate the acute effects of the static active stretching on SE performance in trained men. The sample was composed by five physically active men (24.6±3.58 years) with previous experience in strength training (≥ six months), who were submitted to one-repetition maximum test (1RM) on bench press (BP) and leg extension machine (LEM), and two experimental sessions: 1) session SE exercise on 50% of 1RM until concentric failure on the BP followed by the same amount in the LEM (10min of resting time) without previous stretching in both exercises; 2) second session following the same pattern of the first session; although, it was added a full range-of-motion 30-second static active stretching before the exercise. The normality was analyzed by the Shapiro-Wilk test, and the Wilcoxon test was applied to compare the sessions. The session with stretching before the exercise resulted in a poor (p<0.05) performance in BP. There was no difference (p=0.063) between the sessions in the LEM. In conclusion, the static active stretching before the SE exercise resulted in a decreased performance during the upper limbs exercise. On the other hand, it did not affect the lower limbs exercise performance in trained men.


Palavras-chave


Desempenho Atlético; Amplitude de Movimento Articular; Aptidão Física

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