Efeito agudo da isquemia pré-condicionante no desempenho aeróbico em corredores
Resumo
O objetivo do estudo foi analisar o efeito agudo do pré-condicionamento isquêmico no desempenho em corredores de longa distância. A amostra foi constituída por 26 corredores amadores do sexo masculino treinados e com experiência de prática na corrida de no minimo 1 ano, com média de idade de 31,85 anos (±7,35), indice de massa corporal medio de 24,96 (±2,99), média de estatura de 1,70m (±0,06) e média de área de superfície corporal de 2,95m2 (±0,10). A marca média na distância de 5kms e 10kms dos participantes do estudo era de 21,05min (±2,59) e 44,26min (±5,39) respectivamente. Os participantes foram submetidos as seguintes intervenções: (i) IPC + teste máximo incremental ou (ii) Controle/Placebo + teste máximo incremental. A média do tempo até a exaustão foi maior na condição IPC em comparação com a condição Placebo (IPC - 1184seg ±202; Placebo - 1150seg ±189), porém não foi identificado diferença estatisticamente significativa (p˂0,135) entre as condições. A média da FC da amostra durante os testes incrementais de corrida máxima da velocidade de 8km/h a 13km/h, quando comparadas as condições IPC x Placebo, não apresentou nenhuma diferença significativa (p˂0,066). A média da SO entre as velocidades de 8km/h a 13km/h não apresentaram nenhuma diferença significativa (p˂0,236), quando comparadas as condições IPC x Placebo. Conclui-se que o protocolo de pré-condicionamento isquêmico usado no presente estudo, baseado em 2 series de 3 minutos de isquemia separados por 3 minutos de repouso (perfusão), não tem efeito na melhora do tempo até a exaustão em corredores do sexo masculino treinados analisados nesse estudo.
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