Efeitos do treinamento de força em diferentes segmentos corporais no controle glicêmico de mulheres com diabetes tipo 2

  • Anderson Moura de Souza Escola Superior de Educação Física. Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil; Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil. Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil.
  • Pedro Weldes da Silva Cruz Escola Superior de Educação Física. Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil; Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil; Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil; Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco, Brasil.
  • Anthony Rodrigues de Vasconcelos Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil; Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil; Grupo de Pesquisas em Desempenho Humano (GPDH), Brasil; Programa de Pós-graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional, Universidade
  • Jonathan Nicolas dos Santos Ribeiro Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil; Departamento Diabetes, Exercício e Esporte da Sociedade Brasileira de Diabetes, Brasil; Faculdade Pernambucana de Saúde, Brasil.
  • Guilherme Antônio Ferreira de Aguiar Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil: Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil.
  • Agnes Tenório Malta Cruz Escola Superior de Educação Física. Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil; Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil. Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil.
  • Keyla Brandão Costa Escola Superior de Educação Física. Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil; Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil; Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil; Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco, Brasil.
  • Denise Maria Martins vancea Escola Superior de Educação Física, Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil; Grupo de Pesquisa Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis, CNPQ, Recife, Pernambuco, Brasil; Laboratório de Biodinâmica-LABI, Brasil; Doce Vida, Programa de Exercício Físico Supervisionado para Diabéticos, Brasil; Departamento Diabetes, Exercício e Esporte da Sociedade Brasileira de Diabetes, Brasil; Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco, Brasil.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Treinamento Resistido, Extremidade Superior, Controle Glicêmico, Extremidade Inferior

Resumo

Introdução:  o controle glicêmico é essencial no manejo do DM2, sendo alcançado por intervenções farmacológicas e não farmacológicas, como a prática regular de exercício físico. O treinamento de força promove adaptações musculoesqueléticas que contribui para indivíduos com DM2. Objetivo: comparar o efeito do treinamento de força entre diferentes segmentos corporais no controle glicêmico de mulheres com diabetes tipo 2. Metodologia: caracteriza-se como um delineamento experimental do tipo crossover. Foram recrutadas sete mulheres com DM2, participantes de um Programa de Exercício Físico Supervisionado, divididas aleatoriamente em dois grupos, G1 e G2, que realizaram 24 sessões de treinamento de força, três vezes por semana, por oito semanas; onde o G1 treinou quatro semanas membros superiores (MMSS) e o G2 membros inferiores (MMII). Após quatro semanas, houve uma troca no segmento treinado. A glicemia capilar foi avaliada antes e após cada sessão de treinamento. Resultados:  as participantes apresentaram uma redução significativa na glicemia após o treinamento de força para MMII (173,7 mg/dL - 136,1 mg/dL p=0,029) e para MMSS (181,2 mg/dL - 146,0 mg/dL, p=0,008), porém, não ocorreu diferença significativa entre os segmentos corporais (p 0,643). Conclusão: Não houve diferença significativa entre os segmentos corporais treinados, mas ocorreu uma redução significativa independentemente do segmento corporal treinado.

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Publicado
2025-12-01
Como Citar
Souza, A. M. de, Cruz, P. W. da S., Vasconcelos, A. R. de, Ribeiro, J. N. dos S., Aguiar, G. A. F. de, Cruz, A. T. M., Costa, K. B., & vancea, D. M. M. (2025). Efeitos do treinamento de força em diferentes segmentos corporais no controle glicêmico de mulheres com diabetes tipo 2. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 19(124), 755-763. Recuperado de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/3138
Seção
Artigos Científicos - Original