Análise da força propulsiva aquática de jovens nadadores e sua relação com a composição corporal em diferentes categorias no nado crawl

  • Wendell Bila Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Letícia Joyce Almeida Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Deborah Cristina Krull Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Yasmin Cristina Lisboa Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • José Vítor Vieira Salgado Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Rauno Álvaro de Paula Simola Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Amanda Gondinho Tavares Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
  • Laura Helena Teixeira Tito Universidade do Estado de Minas Gerais, Divinópolis, Minas Gerais, Brasil.
Palavras-chave: Natação, Desempenho atlético, Força muscular, Composição corporal

Resumo

Introdução: a velocidade da natação depende da propulsão gerada por movimentos corporais coordenados, sendo o resultado de forças propulsivas e de arrasto. Objetivo: verificar níveis de força propulsiva aquática geral (FPA) de nadadores, sua associação com a composição corporal, sexo e categorias etárias. Material e métodos: estudo transversal, observacional, amostra com 11 nadadores no nado Crawl de equipe competitiva, em início da temporada de 2025. Foram utilizados dados de massa corporal, estatura, massa de gordura e musculoesquelética, obtidos por meio de bioimpedância elétrica tetrapolar, e as categorias etárias. Foi utilizada dinamometria no formato nado atado para obter a FPA média e de pico, e cinemetria utilizando câmera de ação. Resultados e discussão: Fizeram parte do estudo 11 nadadores, com idade de 11,3±2,2 anos. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre a FPA média e FPA de pico entre os sexos, mas verificada correlação significativa entre a FPA média e massa corporal (p=0,009, r=0,742), percentual da massa de gordura (p=0,021, r= -0,683), massa musculoesquelética (p<0,001, r=0,915) e categorias (p=0,004, r=0,791). Além disso, foram observadas correlações significativas entre FPA de pico e massa corporal (p<0,001, r=0,879), massa musculoesquelética (p<0,001, r=0,890) e categorias (p=0,026, r=0,665). Foi observada uma tendência ao aumento gradual da FPA média e FPA de pico com o avanço das categorias. Conclusão: Existem relações importantes entre a FPA, sexo, categorias e a composição corporal de nadadores competitivos. Sugerem-se mais estudos relacionados à análise da força propulsiva aquática para elucidar aspectos importantes no entendimento da natação, em especial no público jovem.

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Publicado
2026-01-24
Como Citar
Bila, W., Almeida, L. J., Krull, D. C., Lisboa, Y. C., Salgado, J. V. V., Simola, R. Álvaro de P., Tavares, A. G., & Tito, L. H. T. (2026). Análise da força propulsiva aquática de jovens nadadores e sua relação com a composição corporal em diferentes categorias no nado crawl. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 20(125), 30-37. Recuperado de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/3167
Seção
Artigos Científicos - Original