Relação entre o desempenho no Running-Based Anaerobic Sprint Teste (RAST) e as características antropométricas de atletas de Hóquei sobre Patins

Marcos Moura Santos, Pedro Paulo Souza Lima

Resumo


Vários testes têm sido desenvolvidos para determinar a potência anaeróbia e a capacidade do músculo esquelético em transferir energia de forma anaeróbia na execução de diferentes movimentos. No entanto, poucos estudos descrevem a utilização destes testes e sua relação com as características físicas de jogadores de hóquei sobre patins. Objetivo: Examinar a potência anaeróbia em atletas de hóquei sobre patins e analisar sua relação com indicadores antropométricos. Materiais e Métodos: Foram analisados 14 atletas (27,0 ± 4,6 anos de idade), pertencentes aos clubes filiados à Federação Pernambucana de Hóquei e Patinagem. Os participantes foram submetidos a avaliações antropométricas (massa e estatura corporal), e foram determinados o Índice de Massa Corporal (IMC) e Massa Muscular Total (MMT). Para avaliar a potência anaeróbia foi utilizado o Running-based Anaerobic Test (RAST). Para examinar a relação entre as variáveis antropométricas, potência anaeróbia (máxima, média e mínima) e o índice de fadiga (%), foi utilizado o teste de Correlação momento-produto de Person. Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre a potência mínima, índice de fadiga e a estatura (P<0,05). Os demais indicadores antropométricos não apresentaram correlação com a potência anaeróbia máxima e média (P>0,05). Conclusão: A potência anaeróbia máxima e média não está relacionada com os indicadores antropométricos IMC e MMT, todavia, estas respostas ocorrem de forma distinta em relação às demais frações associadas à potência anaeróbia.

 

ABSTRACT 

Relationship between performance on running-based anaerobic test (rast) and the anthropometric's characteristic athletes of rink hockey

Several tests have been developed to determine the anaerobic capacity and power of skeletal muscle in anaerobic energy transfer in the execution of different movements. However, few studies describe the use of these tests and their relationship to the physical characteristics of hockey players. Objective: To examine the anaerobic power hockey players and analyze their relationship with anthropometric indicators. Materials and Methods: We analyzed 14 athletes (27.0 ± 4.6 years old), belonging to affiliated clubs the Pernambuco Hockey Federation. The participants underwent anthropometric measurements (body mass and height), and were determined the body mass index (BMI) and Total Muscle Mass (TMM). To assess anaerobic power was used Running-based Anaerobic Test (RAST). To examine the relationship between anthropometric variables, anaerobic power (maximum, medium and minimum) and fatigue index (%), we used the correlation product-moment Person test. Results: Significant correlations were found between the minimum power, fatigue index and height (P<0.05). Other anthropometric indicators were not correlated with the maximal anaerobic power and mean              (P>0.05). Conclusion: The maximum anaerobic power and average is not related to the anthropometric indicators BMI and TMM, however, these responses occur differently in relation to minimum power and other fractions associated with anaerobic power.

Palavras-chave


Metabolismo Energético; Antropometria; Desempenho Atlético

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