Resposta aguda do lactato sanguíneo em diferentes métodos de treinamento de força realizados por homens treinados

Henrique Miguel, Marcus Vinícius de Almeida Campos, Rafael Dramis Calixto, Marcos Tadeu Tavares Pacheco

Resumo


Introdução: O treinamento de força (TF) é uma das modalidades mais praticadas de exercício físico atualmente, por indivíduos de diferentes faixas etárias, de ambos os sexos e com níveis de aptidão física distintos. Diversos são os motivos advindos da prática do TF, porém, verifica-se uma grande vertente voltada à estética, principalmente à hipertrofia muscular. Objetivo: analisar as respostas agudas de lactato sanguíneo (LAC) em diferentes métodos de treinamento de força. Métodos: Foram avaliados 12 homens com experiência em treinamento de força (idade de 27±1,2 anos, massa corporal de 80,15±6,5 quilos e tempo de prática de 4,5±1,4 anos). O protocolo do trabalho foi dado por: 1) realização da anamnese e explicação sobre a pesquisa; 2) teste de 1RM para o exercício supino reto; 3) familiarização com os protocolos de treino; 4) realização do método isodinâmico (ISO); 5) realização do método repetições negativas (NGT); 6) realização do método pirâmide decrescente (PRD); 7) realização do método intervalo decrescente (ITD); 8) realização do método rest-pause (RST); 9) realização do método ondulatório (OND). Para a análise do LAC nos métodos, foram observados os momentos pré e pós-exercício onde foi retirado 0,1 ml de sangue do lóbulo da orelha direita dos indivíduos e mensurado através de um aparelho portátil devidamente calibrado. Resultados: observou-se que a resposta aguda foi estatisticamente significativa após realização dos exercícios (p<0,05), contudo não houve diferença entre os exercícios e os tipos de estresse induzido pelos mesmos (Metabólico, Tensional e Misto - p>0,12). Conclusão: As respostas agudas pós-realização de diferentes métodos de treinamento para hipertrofia muscular, aumentaram o LAC significativamente. Em relação aos tipos de estresse induzido pelo exercício (MET, TE e MIS), o LAC não apresentou diferença significativa entre eles, contudo, observou-se que os métodos que induzem o estresse metabólico tiveram maiores modificações em LAC.

 

ABSTRACT

Acute response of blood lactate in different strenght training metodhs performed by trained men 

Introduction: Strength training (TF) is one of the most widely practiced forms of exercise today, for individuals of different ages, of both sexes and with different levels of physical fitness. There are several reasons arising from the TF practice, however, there is a large component dedicated to aesthetics, especially to muscle hypertrophy. Objective: To analyze the acute responses of blood lactate (LAC) in different strength training methods. Methods: We evaluated 12 men with experience in strength training (age 27 ± 1.2 years, body mass 80.15 ± 6.5 kg and practice time of 4.5 ± 1.4 years). The study protocol was given by:1) anamnesis and explanation of the research; 2) 1RM test for the bench press exercise; 3) familiarization with the training protocols; 4) perform of isodynamic method (ISO), 5) perform of negative repetitions method (NGT); 6) perform of decreasing pyramid method (PRD); 7) perform of decreasing interval method (ITD); 8) perform of the rest-pause method (RST); 9) perform of wave method (OND). For the analysis of LAC in the methods they were observed pre and post exercise which was removed 0.1 ml of blood from the right ear lobe of individuals and measured using a calibrated portable device. Results: it was observed that the acute response was statistically significant after the exercises (p <0.05), however there was no difference between exercises and types of stress induced by the same (Metabolic, Tension and Mixed - p> 0, 12). Conclusion: Acute responses after realization of different training methods for muscle hypertrophy, increased significantly LAC. Regarding the types of stress induced by exercise (TEM, TE and MIS), the LAC was no significant difference between them, however, it was observed that the methods that induce metabolic stress had greater changes in LAC.


Palavras-chave


Treinamento de força; Lactato; Métodos de treinamento

Texto completo:

PDF

Referências


-American College of Sports Medicine. Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição. 6ª edição. Guanabara. 2003.

-American College of Sports Medicine. Position stand: progression models in resistance training for healthy adults. Med Science Sports Exercise. Vol. 34. Num. 17. 2002. p. 364-380.

-Buitrago, S.; Wirtz, N.; Kleinoder, H.; Mester, J. Mechanical load and physiological responses of four different resistance training methods in bench press exercise. Journal Strenght Condition Research. Vol. 27. Num. 4. 2013. p. 1091-1100.

-Campos, G.E.; Luecke, T. J. Muscular adaptations in response to three different resistance training regimens: specificity of repetition maximum training zones. European Journal Applied Physilogy. Vol. 88. Num. 1. 2002. p. 50-60.

-Durand, J.R.; Castracane, D.; Hollander, B.D.; Trynieck, L.J.; Bamman, M.M.; O´Neal S.; Hebbert, P.E.; Kraemer, R.R. Hormonal responses concentric and eccentric muscle contractions. Medicine Science Sports Exercise. 2003. p. 937-943.

-Eng, J. Sample Size Estimation: How many individuals should be studied? Radiology. Vol. 227. Num. 2. 2003. p. 309-313.

-Frolinni, A.B.; e colaboradores. Exercício físico e regulação do lactato: papel dos transportadores de monocarboxilato (proteínas MCT). Revista Educação Física. Vol. 19. Num. 3. 2008. p.4 53-463.

-Gentil, P.; Oliveira, E.; Fontana, K.; Molina.; G, Oliveira.; R.J.; Bottaro, M. The acute effects of varied resistance training methods on blood lactate and loading characteristics in recreationally trained men. Revista Brasileira Medicina do Esporte. Vol. 12. Num. 6. 2006a. p. 406-413.

-Gentil, P.; Oliveira, E.; Bottaro, M. Time under tension and blood lactate response during four different resistance training methods. Journal of Physiology Anthropometry. Vol. 25. Num. 2. 2006b. p. 339-344.

-Ide, B.N.; Lopes, C.R.; Sarraipa, M.F. Fisiologia do treinamento esportivo. Phorte. 2010.

-Kraemer, W.J.; Ratames, N.A. Fundamentals of Resistance Training: Progression and Exercise Prescription. Medicine Science Sports Exercise. Vol. 36. Num. 16. 2004. p. 674-688.

-Miguel, H. Musculação: Manual teórico-prático para jovens profissionais. Jundiaí: Fontoura, 2015.

-Prestes, J.; Foschini, D.; Marquetti, P.H.; Charro, M.A. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. Manole. 2010.

-Rahimi, R.; Qaderi, M.; Faraji, H.; Boroujerdi, S.S. Effects Very Short Rest Periods on hormonal responses to resistance exercise in men. Journal Strenght Conditio Research. Vol. 24. Num. 7. 2001. p. 1851-1859.

-Robergs, R.A.; Ghiasvand, F.; Parker, D. Biochemistry of exercise-induced metabolic acidosis. American Journal Physiology Regular Integral Composition. Vol. 287. Num. 3. 2004. p. 503-516.

-Schoenfeld, B.J. The Mechanisms of Muscle Hypertrophy and Their Aplication to Resistance Training. Journal Strenght Condition Research. Vol. 24. Num. 10. 2010. P .2857-2872.

Schoenfeld, B.J. Is there a minimum intensity threshold for resistance training-induced hypertrophy adaptations? Sports Medicine. Vol. 12. Num. 43. 2003. p. 1279-1288.

-Smilios, I.; Pilianidis, T.; Karamouzis, M.; Tokmakids, S.P. Hormonal Responses after Various Resistance Exercise Protocols. Medicine Science Sports Exercise. Vol. 35. Num. 4. 2003. p. 644-654.

-Teixeira, C.V.L.S. Métodos avançados de treinamento para hipertrofia. 2ª edição. Create Space. 2015.

-Yasuda, T.; Fujita, S.; Ogasawara, R.; Sato, Y.; Abe, T. Effects of low-intensity bench press training with restricted arm muscle blood flow on chest muscle hypertrophy: a pilot study. Clinical Physilogy Functional Imaging. Vol. 30. Num. 5. 2010. p. 338-343.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons

RBPFEX - Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

IBPEFEX - Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício

Editor-Chefe: Francisco Navarro. E-mail para contato: aqui

Editor Gerente: Francisco Nunes Navarro. E-mail para contato: aqui