Analise do comportamento agudo do lactato e glicose em séries de treino metabólico e tensional

Marcelo Romanovitch Ribas, Wallace Cardoso de Oliveira, Edvan Ferreira Torcate, Julio Cesar Bassan

Resumo


Acompanhar as alterações bioquímicas de praticantes de exercícios regulares pode contribuir para o entendimento dos benefícios que o treinamento proporciona a médio e longo prazo. Sendo assim, o objetivo da presente pesquisa foi de investigar a resposta aguda do lactato e da glicose durante séries de treino tensional e metabólico. A amostra foi composta de nove homens praticantes de musculação, com idade média de 29,3 ± 6,4 anos e com experiência superior a um ano em na prática de musculação. Para participar do presente estudo os participantes realizaram plotagens sanguínea de lactato e glicose em repouso e entres as quatro séries de supino reto no treino tensional e metabólico. Os dados foram apresentados na forma de média e desvio padrão. Para verificar a diferença repouso e entre as séries dos marcadores fisiológicos realizou-se o teste anova, seguida do teste de Tukey (p<0,05). O lactato em repouso no treino tensional apresentou valores de 3,3 ± 1,9 mmol/l e ao final das quatro séries 6,6 ± 3,1 mmol/l para p˃0,05. Para o treino metabólico o lactato em repouso mostrou valores de 2,5 ± 0,8 mmol/l e ao final das quatro séries 10,9 ± 4,1 mmol/l para p˂0,01. A glicose de repouso antes do método tensional e metabólico apresentou valores de 94,5 ± 19,6 mg/dL e 88,0 ± 8,5 mg/dL respectivamente, não apresentando diferença significativa entre as quatro séries para ambos os métodos (p˃0,05). Logo, observa-se que o treino metabólico gera maiores níveis de metabólitos quando comparado com o método tensional.


Palavras-chave


Musculação; Lactato; Glicose

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