Efeito do alongamento no desempenho na força de resistência muscular em homens experientes em treinamento de força

  • Cayo Lazaro de Araujo Silva Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.
  • Caio Cesar dos Reis Façanha Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.
  • Claudio Rodrigo Magalhães Gomes Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.
  • José Alex Cantuária Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.
  • Dilson Rodrigues Belfort Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.
  • Wollner Materko Laboratório de Biodinâmica do Movimento Humano e Fisiologia do Exercício, Escola de Educação Física, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá- AP, Brasil.

Resumo

O alongamento é uma prática comum na musculação, principalmente, relacionada à prevenção de lesões e como aquecimento. Muitos estudos têm mencionado perda de força temporária após o alongamento, gerando questionamentos sobre seus efeitos no desempenho muscular. A proposta do presente estudo foi avaliar a influência do alongamento no desempenho da força muscular no exercício supino vertical e na cadeira extensora em homens experientes em treinamento de força. Todos passaram por uma avaliação antropométrica e após foram conduzidos a realizarem um teste por repetição máxima (RM) no supino vertical e cadeira extensora para a carga de 50% e 80% da massa corporal, respectivamente, seguindo em três etapas: familiarização, execução sem alongamento e execução com alongamento prévio. Através do teste-t pareado foi realizado para comparar o número de repetição sem e com alongamento prévio ao teste RM, considerando nível de significância p ≤ 0,05 em todos os testes. Os resultados obtidos mostraram que o teste no supino vertical, sem (26,3 ± 8,6 RM) e com alongamento (23,9 ± 9,1 RM), demonstrando diferença significativa (p = 0,0081) e na cadeira extensora, sem (21,4 ± 5,8 RM) e com alongamento (20,6 ± 5,4 RM), não evidenciando diferença significativa (p = 0,6467). É importante evidenciar que há uma grande contradição sobre o efeito do alongamento sobre o treinamento de força e espera-se através deste trabalho incentivar novas pesquisas sobre este tema. Conclui-se que o alongamento muscular promove déficits temporários de força, porém, em maior escala em membros superiores.

Publicado
2020-05-03
Como Citar
Silva, C. L. de A., Façanha, C. C. dos R., Gomes, C. R. M., Cantuária, J. A., Belfort, D. R., & Materko, W. (2020). Efeito do alongamento no desempenho na força de resistência muscular em homens experientes em treinamento de força. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 13(85), 831-837. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1797
Seção
Artigos Científicos - Original