Indicadores antropométricos de potência e capacidade anaerobia em atletas de taekwondo

  • Marcelo Romanovitch Ribas Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Curitiba, Brasil.
  • Eduardo Pereira Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.
  • Leonardo Zampier Borato Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.
  • Matheus da Silva Damasceno Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.
  • Lorena Vedovato Almeida Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.
  • Julio César Bassan Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Curitiba, Brasil.
Palavras-chave: Composição Corporal, Taekwondo, Artes Marciais

Resumo

As exigências físicas e fisiológicas nas competições modernas, de Taekwondo forçam os atletas a serem competentes em vários aspectos da aptidão física. A pesquisa teve por objetivo determinar indicadores antropométricos e os níveis de capacidade anaeróbia em atletas de Taekwondo no período pré-competitivo. A amostra foi composta por nove atletas de 26,5±6,0 anos. Para comparar a potência anaeróbia do presente estudo com os demais estudos da literatura foi utilizado o teste t de variáveis independentes onde p˂0,05. Para tanto, os atletas foram submetidos a uma avaliação antropométrica e ao teste de Wingate. O percentual de gordura dos atletas mostrou valores de 10,1±5,5 % e massa magra de 66,1±8,0 kg, o somatotipo mostrou-se como sendo meso-endomofo equilibrado. Os lutadores atingiram no teste de Wingate potência de pico de 14,1±1,4 w.kg-1 e a potência média de 10,1±1,2 w.kg-1. Pode-se concluir que os atletas de Taekwondo da presente investigação apresentaram baixos percentuais de gordura corporal elevados valores de massa magra bem como de potência de pico e média revelando uma boa capacidade de geração de energia de alta intensidade, proveniente dos sistemas anaeróbios.

Biografia do Autor

Marcelo Romanovitch Ribas, Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Curitiba, Brasil.

Coordenador do Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício.

Eduardo Pereira, Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.

Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício.

Leonardo Zampier Borato, Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.

Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício.

Matheus da Silva Damasceno, Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.

Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício.

Lorena Vedovato Almeida, Centro Universitário (Unidombosco), Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, Curitiba, Brasil.

Laboratório de Bioquímica e Fisiologia do Exercício.

Julio César Bassan, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Curitiba, Brasil.

Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial-CPGEI.

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-World Taekwondo Federation Competition Rules. acessado em 20/09/2019.

Publicado
2021-02-24
Como Citar
Ribas, M. R., Pereira, E., Borato, L. Z., Damasceno, M. da S., Almeida, L. V., & Bassan, J. C. (2021). Indicadores antropométricos de potência e capacidade anaerobia em atletas de taekwondo. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 14(89), 122-130. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1994
Seção
Artigos Científicos - Original