Comportamento da enzima creatina quinase após protocolo de exercício agudo de contração excêntrica em jovens não treinados

  • Wanessa Karoline Brito Marques Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil; Grupo de Pesquisa e Estudo sobre o Futsal e o Futebol da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil; Grupo de Estudo e Pesquisa em Genética e Esporte da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Paulo Vitor Albuquerque Santana Grupo de Estudo e Pesquisa em Genética e Esporte da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil; Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Antonio Coppi Navarro Grupo de Pesquisa e Estudo sobre o Futsal e o Futebol da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil; Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
  • Christiano Eduardo Veneroso Grupo de Estudo e Pesquisa em Genética e Esporte da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil; Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, São Luís-MA, Brasil.
Palavras-chave: Pliometria, Creatina Quinase, Dano Muscular

Resumo

Introdução: o exercício físico vigoroso não habitual, com elevadas demandas excêntricas, desencadeia no sistema musculoesquelético, micro lesões que acarretam o extravasamento de proteínas para a corrente sanguínea por conta do aumento da permeabilidade da membrana sarcoplasmática. Dentre elas temos a creatina quinase, que tem ganhado maior atenção, devido a magnitude do seu aumento em relação as outras proteínas e pelo custo de análise menos dispendioso. Objetivo: verificar o comportamento das concentrações de Creatina Quinase em jovens adultos em protocolo de pliometria nos momentos pré e pós (24h, 48h e 72h). Materiais e Métodos: a amostra foi composta por 10 indivíduos, com média de idade em anos 22,0 ±3,0; foi realizada a medida das concentrações de Creatina Quinase nos períodos pré e pós (24 horas, 48 horas e 72 horas) pós protocolo de exercício de pliometria (saltos). Resultados: A média de concentração de CK para o momento pré exercício foi de 75,83 ±93,82; nos pós 24 horas foi de 125,12 ±37,22; nos pós 48 horas 115,30 ±49,34 e nos pós 72 horas foi de 77,08 ±30,37. Discussão e Conclusão: Com base nos dados podemos inferir que a concentração de creatina quinase no grupo amostral comportou-se conforme o relatado em literatura cientifica com estudos assemelhados, ou seja, no momento pré em relação ao 24 horas pós exercício aumentou, com declínio nos momentos 48 horas e 72 horas.

Referências

-Alves, A. L. Comportamento da enzima creatina quinase sanguínea em jogadores de futebol de elite durante o campeonato brasileiro. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Esporte da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2012.

-Alves, A.L.; Garcia, E.S.; Morandi, R.F.; Claudino, J.G.; Pimenta, E.M.; Soares, D.D. Individual Analysis of creatine kinase concentration in brazilian elite soccer players. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 21. Núm. 2. 2015.

-Arazi, H.; Eston, R.; Asadi, A.; Roozbeh, B.; Zarei, A.S. Type of group surface during Plyometric Training affects the severity of exercise-induced muscle damage. Sports. Vol. 4. Núm. 14. 2016.

-Barroso, R.; Tricoli, V.; Ugrinowitsch, C. Adaptações neurais e morfológicas ao treinamento de força com ações excêntricas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. Vol. 13. Núm. 2. p. 111-122. 2005.

-Berton, R.; Lixandrão, M.E.; Pinto, C.M.S.; Tricoli, V. Effects of weightlifting exercise, traditional resistance and plyometric training on countermovement jump performance: a meta-analysis. Journal of Sports Sciences. p. 2038-2044. 2018.

-Benedetti, T. R. B.; Antunes, P. C.; Anéz, C. R. R.; Mazo, G. Z.; Petroski, E. L. Reprodutibilidade e validade do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) em homens idosos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 13. Núm. 1. p. 11-16. 2007.

-Brancaccio, P.; Maffulli, N.; Limongelli, F. M. Creatine kinase monitoring in sport medicine. British Medical Bulletin. Vol. 81-82. p. 209-230. 2007.

-Brown, S.J.; Child, R.B.; Day, S.H.; Donnelly, A.E. Exercise-induced skeletal muscle damage and adaptation following repeated bouts of eccentric muscle contractions. Journal of Sports Sciences. Vol. 15. Núm. 2. p. 215-222. 1997.

-Chatzinikolaou, A.; Fatouros, I. G.; Gourgoulis, V.; Avloniti, A.; Jamurtas, A. Z.; Nikolaidis, M. G.; Dourodos, I.; Michailidis, Y.; Beneka, A.; Malliou, P.; Tofas, T.; Georgiadis, I.; Mandalidis, D.; Taxildaris, K. Time course of changes in performance and inflammatory responses after acute plyometric exercise. The Journal of Strength & Conditioning Research. Vol. 24. Núm. 5. p. 1389-1398. 2010.

-Clarkson, P.M.; Hubal, M.J. Exercise-Induced muscle damage in humans. American Journal of Physical Medicine e Reabilitation. Vol. 81. Núm. 11. p. 52-59. 2002.

-Coelho, D.B.; Morandi, F.R.; Melo, M.A.; Andrade, R L.; Paixão, R.C.; Garcia, E. S. Analysis of the trends of creatine kinase levels during the preseason of a professional soccer team. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 14. Núm. 2. p. 129-135. 2014.

-Dabbs, N.C.; Chander, H.; The effects of exercice induced muscle damage on knee joint torque and balance performance. Sports. Vol. 6. Núm. 101. 2018.

-Foschini, D.; Prestes, J.; Charro, M.A. Relação entre exercício físico, dano muscular e dor muscular de início tardio. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 9. Núm. 1. p.101-106. 2007.

-Hirose, L.; Nosaka, K.; Newton, M.; Laveder, A.; Kano, M.; Peake, L.; Suzuki, K. Changes inflammatory mediators following eccentric exercise of the elbow flexors. Exercise Immonulogy Review. Vol. 10. p.75-90. 2004.

-Howatson, G.; Hoad, M.; Goodali, S.; Tallent, J.; Bell, P.G.; French, D.N. Exercise-induced muscle damage is reduced and resistance-trained males by branched chain amido acids: a randomized, double-bind, placebo controlled study. Journal of the international Society of Sports Nutrition. Vol. 9. Núm. 20. 2012.

-Jackson, A. S.; Pollock, M. L. Generalized equations for predicting body density of men. British journal of nutrition. Vol. 40. Núm. 3. p. 497-504. 1978.

-Jalalvand, A.; Anbarian, M.; Khorjahani, A. Efeitos de um tratamento combinado (Vitamina C pré exercício e alongamento FNP, tratamento com ultrassom pós exercício) sobre marcadores de dano muscular induzido por exercício. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 18. Núm. 5. 2012.

-Lima, L.C.R.; Oliveira, T.P.; Oliveira, F.B.D.; Assumpção, C.O.; Greco, C.C.; Denadai, B.S. Monitoring muscle damage markers during a four-week downhill walking exercise program. Motriz. Vol. 19. Núm. 4. p. 703-708. 2013.

-Lima, L.C.R.; Denadai, B.S. Efeito protetor após sessões de exercício excêntrico: comparação entre membros superiores e inferiores. Motriz. Vol. 17. Núm. 4. p. 738-747. 2011.

-Macaluso, F.; Isaacs, A.W.; Myburgh, K.H. Preferential type II muscle fiber damage from Plyometric exercise. Journal of Athletic Training. Vol. 47. Núm. 4. p. 414-420. 2012.

-Mara, L. S.; Carvalho, T.; Lineburger, A. A.; Goldefeder, R.; Lemos, R. M.; Brochi, L. Dano muscular e perfil imunológico no triatlo Ironman Brasil. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 19. Núm. 4. 2013.

-Paulsen, G. Exercise-induced muscle damage in humans: heat shock proteins and inflammation in recovery, regenerationand adaptation. Dissertation from the Norwegian School of Sports Science. 2009.

-Paleckis, V.; Mickevicius, M.; Snieckus, A.; Streckis, V.; Paasuke, M.; Rutkauskas, S.; Steponaviciute, R.; Skurvydas, A.; Kamadulis, S. Changes in indirect markers of muscle damage and tedons after daily drop jumping exercise with rapid load increase. Journal of Sports and Medicine. Vol. 14. p.825-833. 2015.

-Proske, U.; Morgan, D. L. Muscle damage from eccentric exercise: mechanism, mechanical signs, adaptation and clinical apllications. Journal of Physiology. Vol. 537. Núm. 2. p. 333-345. 2001.

-Rodrigues, P.; Wassmansdorf, R.; Salgueirosa, F.M.; Hernandez, S.G.; Nascimento, F.B.; Daros, L.B.; Wharton, L.; Osiecki, R. Time-course of changes in direct markers of muscle damage responses following a 130km cycling race, Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 18. Núm. 3. p. 322-331. 2016.

-Smith, L.l.; Fulmer, M.G.; Holberth, D.; McCammon, M.R.; Houmard, J.A.; Frazer, D.D.; Nsien, E.; Israel, R.G. The impact of a repeated bout of eccentric exercise on muscular strenght, muscle soreness and creatine kinase. British Journal of Sports Medicine. Vol. 28. Núm. 4. 1994.

-Tseng, K.; Tseng, W.; Lin, M.; Chen, H.; Nosaka, K.; Chen, T.C. Protective effect by maximal isometric contractions against maximal eccentric exercise-induced muscle damage of the knee extensors. Research in Sports Medicine. 2016.

-Tofas, T.; Jamurtas, A.Z.; Fatouros, I.; Nikolaidis, M.G.; Koutedakis, Y.; Sinouris, E.A.; Papageorgakopoulou, N.; Theocharis, D. Plyometric exercise increases serum indices of muscle damage and collagen breakdown. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 22. Núm. 2. p. 490-496. 2008.

-Tricoli, V. Mecanismos envolvidos na etiologia da dor muscular tardia. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. Vol. 9. Núm. 2. p. 39-44. 2001.

Publicado
2021-11-07
Como Citar
Marques, W. K. B., Santana, P. V. A., Navarro, A. C., & Veneroso, C. E. (2021). Comportamento da enzima creatina quinase após protocolo de exercício agudo de contração excêntrica em jovens não treinados. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 15(95), 1-7. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2133
Seção
Artigos Científicos - Original