Alterações hemodinâmicas e percepção subjetiva do esforço em resposta a diferentes métodos de treinamento resistido

  • Pedro Henrique Francisco Nacimento Faculdade Santa Rita-FASAR, Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, Brasil.
  • Leonardo Mateus Teixeira de Rezende Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.
  • Maria Cecília Teles Faculdade Santa Rita-FASAR, Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, Brasil.
  • Lucas Rogerio dos Reis Caldas Faculdade Santa Rita-FASAR, Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, Brasil.
Palavras-chave: Exercício, Treinamento Resistido, Hemodinâmica, Esforço

Resumo

As respostas hemodinâmicas e a percepção subjetiva de esforço são parâmetros que geram dados consistentes para ajuste das variáveis do treinamento resistido. O estudo teve como objetivo analisar e comparar ambos os dados em indivíduos submetidos a três métodos de treinamento resistido diferentes (Pirâmide Crescente, Rest Pause e SST) no exercício leg press 45º. Dez indivíduos foram divididos em grupo avançado em treinamento resistido há pelo menos 12 meses; e grupo inexperiente, aqueles que não tinham nenhuma experiência no treinamento resistido. Foi verificada a normalidade dos dados com o teste Shapiro-wilk, utilizou-se teste ANOVA de medidas repetidas com post hoc de Tukey para comparar os três métodos entre os grupos, e momentos, além da análise de tamanho do efeito. Como resultado, observou-se que a frequência cardíaca aumentou após a sessão de treino, nos três métodos e em ambos os grupos; Aumento da pressão arterial sistólica do grupo inexperiente e grupo avançado submetidos ao método rest pause e do grupo iniciante ao SST; A percepção subjetiva do esforço do grupo inexperiente apresentou-se maior que a do grupo avançado em resposta ao exercício. Conclui-se que a modificação de variáveis desse treinamento e a prática gera respostas hemodinâmicas superiores pós treino, além disso, iniciantes são mais sensíveis aos esforços.

Referências

-Almeida, F.N.; Lopes, C.R.; Conceição, R.N; Oenning, L; Crisp, A.H; Sousa, N.M.F. Acute Effects of the New Method Sarcoplasma Stimulating Training Versus Traditional Resistance Training on Total Training Volume, Lactate and Muscle Thickness. Front physiol. 2019. https://doi.org/10.3389/ fphys.2019.00579.

-Barreto, A.P.; Negrão, C.E. Cardiologia do exercício: do atleta ao cardiopata. Manole. 2005.

-Borg, G.A.V. Psychophysical bases of perceived exertion. Med sci sports exerc. Vol. 14. Núm. 5. p.377-381. 1982.

-Borg, G. Escalas de Borg para a Dor e Esforço Percebido. Manole. 2000.

-Brigatto, F.A.; Lima, L.E.; Germano, M. High resistance training volume enhances muscle thickness in resistance trained men. Journal of Strength and Conditioning Research. Núm. 20. 2019. Vol. Publish Ahead of Prin.

-Castro, R.; Oliveira, J.R. O efeito de 10 RM no treinamento de força sobre a pressão arterial basal com valores mensurados através do cold pressor test. Revista brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo. Vol. 10. Núm. 56. p.52-61. 2016.

-Salles, B.F. Métodos de treinamento para força e hipertrofia: da pratica a teoria. Belo Horizonte. Livro na mão. 2020

-Salles, B.F.; Silva, J.P.M.; Oliveira, D.; Ribeiro, F.M.; Simão, R. Efeito dos métodos pirâmide crescente e pirâmide decrescente no número de repetições do treinamento de força. Revista eletrônica da escola de educação física e desportos. Vol. 4. Núm. 1. p. 23-32. 2008.

-Farinatti, P.T.; Assis, B.F. Estudo de frequência cardíaca, pressão arterial e duplo-produto em exercícios contra-resistência e aeróbio contínuo. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. Vol. 5. Núm.2. p.5-16. 2000.

-Fleck, S.J.; Kraemer, W.J. Fundamentos do treinamento de força muscular. Artmed. 2017.

-Forjaz, C.L.M.; Rezk, C.C.; Melo, C.M.; Santos, D.A.; Teixeira, L.; Nery, S.S. Exercício resistido para o paciente hipertenso: indicação ou contra-indicação. Revista Brasileira de Hipertensão. Vol. 10. Núm. 2. p.119-124. 2003.

-Hedges, L.V. Distribution theory for Glass's estimator of effect size and related estimators. J Educat Behavioral Statist. Vol. 6. Núm. p.107-128. 1981. https://doi.org/10.3102/10769986006002107

-Ide, B.; Leme, T.; Lopes, C.; Moreira, A.; Dechechi, C.; Sarraipa, M. Time Course of Strength and Power Recovery After Resistance Training With Different Movement Velocities. J strength cond res. Vol. 25. Núm. 7. p-2025-2033. 2011. http://doi.org 10.1519/JSC.0b013e3181e7393f.

-Kekäläinen, T.; Kokko, K.; Tammelin, T.; Sipilä, S.; Walker, S. Motivational characteristics and resistance training in older adults: A randomized controlled trial and 1‐year follow‐up. Scand j med sci sports. Vol. 28.p. 2416-2426. 2018. https://doi.org/10.1111/sms.13236

-Kingsley, J.D.; Figueroa, A. Acute and training effects of resistance exercise on heart rate variability. Clin physiol funct imaging. Vol. 36. Núm. 3. p. 179-187. 2016. https://doi.org/10.1111/cpf.12223.

-Kraemer, W.J.; Fleck, S.J. Otimizando o treinamento de força. Manole. 2009.

-Krzysztofik, M.; Wilk, M.; Wojdala, G. Maximizing muscle hypertrophy: A systematic review of advanced resistance training techniques and methods. J Environ Res Public Health. Vol. 16. Núm. 24. 2019. https://doi.org/10.3390/ijerph16244897.

-Linda, O.S.; Franklin, B.A.; Robert, R.M.D.; William, B.; Kelley, G.A.; Ray, C. American college of sports medicine. Position Satand: Exercise and Hypertension. Med. sci sports Exerc. Vol. 36. Núm. 3. p.533-553. 2004. http://doi.org/10.1249/01.MSS.0000115224.88514.3A

-Marshall, P.W.M.; Robbins, D.A.; Wrightson, A.W.; Siegler, J.C. Acute neuromuscular and fatigue responses to the rest-pause method. Med sci sport. Vol. 15. p.153-158. 2012. https://doi.org/10.1016/j.jsams.2011.08.003

-Mccardle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V.L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 8ª edição. 2016.

-Novaes, J.S.; Vianna, J.M. Personal trainning e condicionamento físico em academia. 3ª edição. Shape. 2009.

-Polito, M.D.; Farinatti, P.T.V. Respostas da frequência cardíaca, pressão arterial e duplo produto ao exercício contra resistência: Uma revisão de literatura. Revista portuguesa de ciências desportivas. Vol. 3. Núm. 1. p.79-91. 2003.

-Prestes, J. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 3ª edição. 2010.

-Raiol, H.L. Respostas cardiovasculares agudas ao treinamento resistido em sessões de treino com características metabólicas e tensionais. Revista Brasileira de Prescrição Fisiologia do Exercício. São Paulo. Vol. 12. Núm. 80. p.1101-1107. 2018.

-Santo, H.A.E.; Daniel, F. Calcular e apresentar tamanhos do efeito em trabalhos científicos: As limitações do p<0,05 na análise de diferenças de médias de dois grupos. Revista portuguesa de investigação comportamental e social. Vol. 1. Núm. 1. p.3-16. 2015. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2015.1.1.14.

-Schoenfeld, B.; Grgic, J. Evidence-Based Guidelines for Resistance Training Volume to Maximize Muscle Hypertrophy. J strength cond res. Vol. 40. Núm. 4. 2017. https://doi.org/10.1519/SSC.0000000000000363

-Schoenfeld, B.J. The mechanisms of muscle hypertrophy and their applicaton to resistance training. J strength cond res. Vol. 24. Núm. 10. p.2857-2872. 2010. https://doi.org 10.1519/JSC.0b013e3181e840f3

-Schoenfeld, B.J.; Ogborn, D.I.; Vigotsky, A.D.; Franchi, M.V.; Krieger, J.W. Hypertrophic Effects of Concentric vs. Eccentric Muscle Actions: A Systematic Review and Meta-analysis. J strength cond res. Vol. 31. Núm. 9. p.2599-2608. 2017. https://doi.org/10.1519/JSC.0000000000001983.

-SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7ª Diretriz brasileira de hipertensão arterial. Rev soc bras cardiolog. Vol. 107. Núm. 3. 2016.

-Shutte, R.; Thijs, L.; Boggia, J. Double Product Reflects the Predictive Power of Systolic Pressure in the General Population: Evidence from 9,937 Participants. Am j hipertens. Vol. 26. Núm. 5. p.665-672. 2013. https://doi.org/10.1093/ajh/hps119

-Tiggemann, C.L.; Pinto, R.S.; Kruel, L.F.M. A percepção de esforço no treinamento de força. Rev bras med esporte. Vol. 16. Núm. 4. p.407-452. 2010.

Publicado
2022-08-06
Como Citar
Nacimento, P. H. F., Rezende, L. M. T. de, Teles, M. C., & Caldas, L. R. dos R. (2022). Alterações hemodinâmicas e percepção subjetiva do esforço em resposta a diferentes métodos de treinamento resistido. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 15(97), 273-281. Recuperado de http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2382
Seção
Artigos Científicos - Original