Assimetrias de coxa não influenciam a força isométrica e dinâmica de mulheres adultas jovens

Leonardo dos Santos Oliveira, Jarbas Rállison Domingos Gomes, Diglielmo Antonio Nogueira Souza, José Fernandes Mendes, Elvis Costa Crispiniano, Rodrigo Ramalho Aniceto

Resumo


Muitos usuários têm procurado as academias de ginástica com queixas estéticas relacionadas às assimetrias laterais, na tentativa de corrigi-las. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a força isométrica e dinâmica e a circunferência de coxa em mulheres adultas jovens. Trata-se de um estudo comparativo e correlacional, em que sete mulheres adultas jovens iniciantes no treinamento de força (23±2 anos, 57,6±1,8 kg, 1,6±0,1 m), com assimetrias laterais leve/moderadas da coxa (5-7%), foram submetidas a medidas antropométricas (massa corporal, estatura, circunferência de coxas proximal e medial) e testes de força isométrica (dinamometria computadorizada) e dinâmica (1-RM). Os dados foram expressos em média e desvio padrão. Para verificar diferenças entre a circunferência de coxa (proximal e medial) e a força (isométrica e dinâmica) entre a coxa direita e esquerda, aplicou-se o teste t de Student pareado. Empregou-se a correlação de Pearson para a verificação de relações entre as forças e a circunferência da coxa. Foram consideradas significativas diferenças em que p<0,05. Observou-se que não houve diferença significativa entre o lado esquerdo e direito para as medidas de circunferência (p>0,05) e para as forças isométrica e dinâmica (p>0,05). Em adição, não foram constatadas relações significativas entre as perimetrias e os níveis de força muscular (p>0,05). Conclui-se que assimetrias antropométricas laterais leves a moderadas não influenciam os níveis de força muscular isométrica e dinâmica de mulheres adultas jovens iniciantes no treinamento de força.

 

ABSTRACT

Asymmetries of thigh do not influence isometric and dynamic strength in young adult women 

Many users have sought the fitness centers with esthetic complaints related to side asymmetries in an attempt to correct them. Thus, the aim of this study was to analyze the isometric and dynamic strength and thigh circumference in young adult women. This is a comparative and correlational study in which 10 young adult women beginners in strength training (23±2 years, 57,6±1,8 kg, 1,6±0,1 m), with lateral asymmetries mild/moderate (5-7%), that were underwent anthropometric measurements (weight, height, circumference of proximal and medial thigh) and isometric (computer-controlled dynamometry) and dynamic (1-RM) strength tests. The data were expressed as mean and standard deviation. To verify differences between thigh circumference (medial and proximal) and strength (isometric and dynamic), between right and left thigh, it applied the paired Student t test. It was used the Pearson correlation for the verification of relations between the strength and thigh circumference. It considered difference significant when p<0.05. It was observed that there was not significant difference between the left and right sides for circumference measures (p>0.05) and for isometric and dynamic strength (p>0.05). There were no significant relationships found between circumference and levels of muscular strength (p>0.05). It concludes that mild to moderate side anthropometric asymmetries do not influence the levels of isometric and dynamics strength of young adult women beginners in strength training.


Palavras-chave


Força Muscular; Lateralidade Funcional; Antropometria

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