Efeitos da hidroginástica sobre a composição corporal e capacidade funcional de paciente revascularizado: estudo de caso

  • Luíz Filipe Costa Chaves Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • Thiago Matheus da Silva Sousa Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • Samir Seguins Sotão Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • Verônica Nunes Pinheiro Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • Daniela Alves Flexa Ribeiro Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • Fabiano de Jesus Furtado Almeida Universidade Estadual do Maranhão, São Luis, Maranhão, Brasil.
  • Bruno Bavaresco Gambassi Universidade Ceuma, São Luís, Maranhão, Brasil.
Palavras-chave: Capacidade funcional, Hidroginástica, Composição Corporal, Revascularização

Resumo

Introdução: A cirurgia de revascularização cardíaca é um procedimento que provoca muitas modificações na capacidade funcional e na composição corporal, levando a redução da qualidade de vida desses pacientes. Objetivo: Avaliar os efeitos do treinamento físico aquático na capacidade funcional e composição corporal de paciente revascularizado. Materiais e Métodos: Este artigo se caracterizou como um estudo de caso, desenvolvido no departamento de Educação Física da Universidade Ceuma, em São Luís-MA. Além disso, o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Ceuma, sob o parecer de número 3.370.496. A amostra foi composta por um homem sedentário, 41 anos, eutrófico (IMC: 24,39), e que foi submetido a cirurgia de revascularização do miocárdio. A capacidade funcional foi avaliada através dos testes de sentar e levantar (5 vezes), teste de caminhada de 6’ (TC6) e Time Up And Go (TGU), enquanto a composição corporal foi avaliada através da Bioimpedância Tetrapolar da marca Sanny®. As sessões de treinamento aquático foram realizadas duas vezes por semana durante dois meses. Resultados: Após esse período foi possível observar aumento de 1,45kg de massa magra, redução da adiposidade absoluta e relativa (2,15kg/2,97%), diminuição do tempo nos testes de sentar e levantar (5 vezes), Time Up And Go e um acréscimo de 99,2m na distância percorrida no TC6. Conclusão: Diante do exposto, conclui-se que o protocolo de treinamento aquático promoveu hipertrofia, emagrecimento e melhora na capacidade funcional do sujeito avaliado.

Referências

-Assumpção, C. O.; Pellegrinotti, I.; Bartholomeu Neto, J.; Montebelo, M. I. L. Controle da Intensidade Progressiva de Exercícios Localizados em Mulheres Idosas por Meio da Percepção Subjetiva de Esforço (Borg). Revista da Educação Física da Universidade Estadual de Maringá. Vol. 19. Num. 1. 2008. p. 33-39.

-Barbosa, T.M.; Marinho, D. A.; Reis, V. M.; Silva, A. J.; Bragada, J. A. Physiological assessment of head-out aquatic exercises in healthy subjects: a qualitative review. J Sports Sci Med. Vol. 8. Num. 2. 2009. p. 179-189.

-Bernardo, A. F. B.; Rossi, R. C.; Souza, N. M.; Pastre, C. M.; Vanderlei, R. C. M. Associação entre atividade física e fatores de risco cardiovasculares em indivíduos de um programa de reabilitação cardíaca. Rev Bras Med Esporte. Vol. 19. Num. 4. 2013. p. 231-235.

-Bompa, T.O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo. Phorte. 2002.

-Britto, E.P.; Mesquita, E.T. Bioimpedância elétrica aplicada à insuficiência cardíaca. Rev. SOCERJ. Vol. 21. Num. 3. 2008. p.178-83.

-Butts, N. K.; Tucker, M.; Smith, R. Maximal responses to treadmill and deep water running in high school female cross-country runners. Res Q Exerc Sports. Num. 62: 1991. p. 236-239.

-Camargos, M.C.S.; Perpétuo, I.H.O.; Machado CJ. Expectativa de vida com incapacidade funcional em idosos em São Paulo, Brasil. Rev Panam Salud Publica. Vol. 17. Num. 5/6. 2005. p. 379-86.

-Chetta, A.; Zanini, A.; Pisi, G.; Aiello, M.; Tzani, P.; Neri, M.; Olivieri, D. Reference values for the 6-min walk test in healthy subjects 20-50 years old. Respir Med. Num. 100: 2006. p. 1573-1578.

-Colado, J. C.; Tella, V.; Triplett, N. T.; Gonzáles, L. M. Effects of a short-term aquatic resistance program on strength and body composition in fit young men. J Strength Cond Res. Num. 23. 2009. p. 549-559.

-Enright, P. L.; Mcburnie, M. A.; Bitnner, V.; Tracy, R. P.; Mcnamara, R.; Arnold, A.; Newman, A. B. The 6-min walk test: a quick measure of functional status in elderly adults. Chest. Vol. 123. Num, 2. 2003. p. 387-98.

-Gomes, I.C. Avaliação Funcional Para Idosos: Avaliação e interpretação dos resultados. Ebook Kindle. 2019.

-Kavanagh, T.; Hamm, L.F.; Beyene, J.; Mertens, D. J.; Kennedy, J.; Campbell, R.; Fallah, S.; Shephard, R. J. Usefulness of improvement in walking distance versus peak oxygen uptake in predicting prognosis after myocardial infarction and/or coronary artery bypass grafting in men. Am J Cardiol. Vol. 101. Num. 10. 2006. p. 1423-7.

-Matsudo, S.M.; Matsudo, V. K. R.; Barros Neto, T. L. Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. Rev Bras Cienc Mov. Vol. 8. Num. 4. 2000. p. 21-32.

-Nery, R. M.; Martini, M. R.; Vidor, C. R.; Mahmud, I.; Zanini, M.; Loureiro, A.; Barbisan, J. N. Alterações na capacidade funcional de pacientes após dois anos da cirurgia de revascularização do miocárdio. Braz. J. Cardiovasc. Surg. Vol. 25. Num. 2. 2010.

-Nogueira, I. D. B.; Nogueira, P. A. M. S.; Vieira, R. H. G.; Souza, R. J. S.; Coutinho, A. E.; Ferreira, G. M. H. Capacidade funcional, força muscular e qualidade de vida na insuficiência cardíaca. Rev Bras Med Esporte. Vol. 23. Num. 3. 2017. p. 184-188.

-OPAS Brasil. Doenças cardiovasculares, fevereiro, 2017. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5253:doencas- cardiovasculares&Itemid=1096. Acesso no dia 15/10/2022.

-Pinho, R.A.; Araújo, M.C.; Ghisi, G. L.M.; Benetti, M. Doença Arterial Coronariana, Exercício Físico e Estresse Oxidativo. Arq, Bras Cardiol. Vol. 94. Num. 4. 2010. p. 549-555.

-Podsiadlo, D.; Richardson, S. The Timed “Up & Go”. A test of basic functional mobility for frail elderly persons. Journal of the American Geriatrics Society, Num. 39. 1991. p. 142-148.

-Rikli, R.; Jones, J. Development and validation of a functional fitness test for community- residing adults. JAPA. Num. 7. 1999. p. 129-161.

-Rodrigues, M.N.; Silva, S. C.; Monteiro, W. D.; Farinatti, P. T. V. Estimativa da gordura corporal através de equipamentos de bioimpedância, dobras cutâneas e pesagem hidrostática. Rev Bras Med Esporte. Vol. 7. Num. 4. 2001. p. 125-131.

-Rogers, M. E.; Rogers, N. L.; Takeshima, N.; Islam, M. M. Methods to assess and improve the physical parameters associated with fall risk in older adults. Prev Med. Vol. 36. Num. 3. 2003. p. 255-64

-Shubert, T.E.; Schrodt, L. A.; Mercer, V. S.; Busby-Whitehead, J.; Guiliani, C. A. Are scores on balance screening tests associated with mobility in older adults? J Geriatr Phys Ther. Vol. 29. Num. 1. 2006. p. 339.

-Spirduso, W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole. 2005.

-Teixeira. C.S.; Lemos, L. F. C.; Man, L.; Rossi, A.C. Hidroginástica para idosos: qual o motivo da escolha? Salusvita. 2009. p. 183-191.

Publicado
2023-12-28
Como Citar
Chaves, L. F. C., Sousa, T. M. da S., Sotão, S. S., Pinheiro, V. N., Ribeiro, D. A. F., Almeida, F. de J. F., & Gambassi, B. B. (2023). Efeitos da hidroginástica sobre a composição corporal e capacidade funcional de paciente revascularizado: estudo de caso. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 17(112), 511-518. Recuperado de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2822
Seção
Artigos Científicos - Original