Perfil de risco cardiovascular em adultos dos 30 aos 55 anos que vivem em Bogotá: existe diferença entre homens e mulheres?

  • Ana María Torres Pazmiño Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Silvana Corrêa Matheus Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Jairo Alejandro Fernandez Ortega Universidad Pedagógica Nacional de Colômbia, Colômbia.
Palavras-chave: Doenças cardiovasculares, Fatores de risco, Pressão arterial, Frequência cardíaca, Adultos meia-idade

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) continuam a ser a principal causa de morbilidade e mortalidade no mundo, especialmente em áreas urbanas como Bogotá, na Colômbia. A identificação precoce da percentagem de risco cardiovascular (%RDCV) associada a fatores hemodinâmicos é fundamental para as estratégias preventivas. Este estudo, concluído em 2019, analisou o perfil de risco cardiovascular em adultos da população bogotana de meia-idade e identificou as associações entre os parâmetros hemodinâmicos e o %RDCV estimado. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e correlacional, realizado com 56 participantes de ambos os sexos, residentes em Bogotá, Colômbia. Para a estimativa do %RDCV, foi utilizado o modelo de D’Agostino e colaboradores (2008), juntamente com a avaliação de parâmetros hemodinâmicos como a frequência cardíaca (FC) e a pressão arterial (PA). Resultados: Os resultados mostraram que 18% dos participantes apresentaram um risco moderado. Os homens, sobretudo acima dos 46 anos, apresentaram uma %RDCV mais elevada em comparação com as mulheres, cujo risco aumentou a partir dos 44 anos. Além disso, 57,1% dos homens apresentavam pressão arterial sistólica (PAS) elevada, e 34% do grupo total apresentava FC ≥80 bpm, ambos fatores associados a um aumento do risco. Conclusão: Encontrámos diferenças no risco cardiovascular entre homens e mulheres dos 30 aos 55 anos que vivem em Bogotá. Os homens apresentaram um perfil de maior risco, associado à idade, PAS elevado e FC mais elevada. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas específicas por sexo para esta população urbana de meia-idade.

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Como Citar
Pazmiño, A. M. T., Matheus, S. C., & Ortega, J. A. F. (1). Perfil de risco cardiovascular em adultos dos 30 aos 55 anos que vivem em Bogotá: existe diferença entre homens e mulheres?. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 19(124), 750-754. Obtido de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/3137
Secção
Artigos Científicos - Original